segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Quão Multicultural e Globalizada é a Tripulação de Navios de Cruzeiros?

         

         
          Voltando um pouco às raízes deste blog, vou fazer jus ao título:Visão de Crew e ao objetivo. Digo isto por que um dos principais motivos para a criação deste blog foi de auxiliar na minha monografia do curso de Turismo aqui em Natal. E hoje vi no grupo Cruise Ships do Facebook, um pedido de colaboração para uma tese através de um questionário. Lembrando do meu tempo de acadêmico, não pensei duas vezes e já respondi.
          Troquei alguns E-mail com o Sr. Alessandro Beretta, que está escrevendo a tese, e ele me falou que o Título será:” Relations and conflicts between cruise ship' multicultural crews: Understand and solve the problems to bring the crew as a model for globalized” societies”. Em tradução livre seria: “Relações e conflitos entre a tripulação multicultural de navios de cruzeiros: Entendendo e solucionando problemas, tendo a tripulação como um modelo de uma sociedade globalizada”. 
         Só o título já me fez achar um trabalho muito interessante, e um pouco parecido com o meu tema, já que eu defendia que tripulantes (brasileiros) adquiriam uma grande experiência quando trabalhavam a bordo, que seriam capazes de se diferenciar em grande escala tanto no mercado de trabalho como na vida em sociedade. Mas o meu foco principal era o perfil dos tripulantes brasileiros. 
          Ele também divulgou dois link que direciona ao nome dos orientadores para garantir a veracidade, sem falar quem colaborar terá o nome em guardado em sigilo, aliás, ele nem pergunta o nome e sim alguns dados. Orientador 1 e orientador2. 
        Então quem interessar colaborar mande um E-mail pedindo o questionário para alexberet@yahoo.it feito isto, ele enviará um questionário que pode está em Espanhol, Inglês e Italiano, assim você poderá escolher a língua que lhe convém. Segue abaixo o núcleo do E-mail me passado:

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Date: Mon, 20 Feb 2012 23:16:59 +0000
From: alexberet@yahoo.it
Subject: Re: I: Oggetto: [Cruise Ships] Alessandro Beretta: help for degree thesis


Hi Cicero, 
thank you at first for your availability, I would write the same text that I wrote you earlier, so, if you agree:

My name is Beretta Alessandro, seafarer working for Costa Cruises as Guest Service Operator.
Since a month (when I debarked from Costa Luminosa), I started my degree thesis for the University of Genoa - foreigner languages, intercultural communication. I'm doing a research over relations and conflicts between crew members on cruise ships.
A part of the thesis is a statistics data collection by an anonymous questionnaire. The end is to find which are the problems on board cruise lines, give possible solutions to solve them to get better life for sailors and finally discover similar patterns, in smaller scale, with the modern society in order to think the cruising environment as an experimental laboratory for social-mediation projects also applicable to on earth communities.
To do it I would need the questionnaire filled by members from a largest number of nationalities and belonging to any cruise company.
Thanks to all seafarer that would like to participate to this project.
My mail address where you can post de filled questionnaire is: alexberet@yahoo.it

Keep in touch, for any further clarification, just mail me or fb.
Alessandro, wishing you nice day 
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Mensagem de Alessandro Beretta no Facebook

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Carnaval a Bordo de um Navio

Eu e duas guests citadas abaixo no texto

          Assim como em textos científicos, vou desmistificar um pouco sobre o “Carne Aval” que acontece a bordo dos navios de cruzeiros, pois vivi situações onde pude me aproximar um pouco dos guests e quase cheguei a rezar durante este cruzeiro, mas eu sobrevivi. O meu texto vai ser meramente empírico, mas pode ser muito bem aproveitado para algum cientista louco.
       Veja que quando começa o verão as academias lotam, as praias enchem, assim como lajes (eu acredito), rios, lagoas, ou seja, onde existe sol e água é para lá que sempre vamos. Tudo isso para turbinar o corpo, deixá-lo sem gordura e bronzeado com o propósito de usá-lo da melhor maneira possível é claro (esqueci de dizer que as clínicas de estéticas também lotam). Imagine então que este trabalho tem o propósito indireto de ser mostrado no Carnaval, ou seja, acontece que muita gente dá um aval a carne sem querer perder nada que lhes é oferecido.
         No Carnaval de 2011 estava trabalhando no Grand Celebration e fui sortudo por que os meus passageiros hospedados na main vertical zone 1, deck 4, portside, between cabins R38 to R66 (pensa que ser camareiro é só limpar? Também trabalhamos com códigos!), eram o contrário da maioria dos carnavalescos, pois todos foram comportados.
            Deixarei de ser meloso e vou começar a ser mais agressivo. Lembro que neste cruzeiro, eu tive medo do navio afundar, por que parecia que tudo iria acabar, pensei que iria faltar comida, gelo, água potável, por que todos consumiam como se não houvesse o amanhã, sem falar que eu já estava com 8 ou 9 kilos a menos do meu peso normal (já sou magro), com uma gripe e dor de garganta sem precedentes, principalmente por está respirando ar condicionado há 6 meses, e este ar condicionado já tinha uns 24 anos e já puxou ares de vários lugares do planeta.
         Esqueci de me benzer antes de receber os passageiros..., com muito nervosismo fui recebendo meus guests, e o primeiro incidente foi fechar uma porta e machucar o dedo (fiquei com a unha vermelhas 5 meses), pois tinha um pessoal de outra cabine querendo invadir a cabine de 3 moças, mas eu abortei a missão deles. E foi chegando gente aos gritos, som alto, bebidas e afins. Quando tudo parecia está mais calmo, começa um som estilo paredão de Stromae  (Alors on danse), eu até que gostei, mas foi alarme falso, por que se começou a tocar também os sertanejos universitários que ainda não se formaram e não foram estagiar fora do país. Mas o legal foi que o som só tocou nos dois primeiros dias, depois acho que o aparelho deu problemas...
         Quero relembrar que os meus guests não me deram trabalho. Dentre eles tinha uma turma de Minas Gerais que fizeram um furto de um colchão e queriam me incriminar (já que não sabiam que o meu colchão era praticamente igual ao deles), criaram um jargão que era: "só não pode bater no teto". Não entendi o motivo, mas soube que quase aconteceu uma rebelião, pois uma turma saiu durante a noite rasgando papel higiênico e objetos, nos corredores e batendo na porta de todo mundo. Depois do furacão passei a ouvir este meme. Talvez surgiu depois a partir deste acontecimento.
        Tinha uma turma de Santos, e ainda bem que veio a família toda: mãe, filha, neta, amigos...acho que veio os periquitos, mas devem ter escondido dentro do cofre, pois eu não o vi lá na cabine. Pensei que elas iriam se sentir incomodadas com o barulho dos vizinhos e reclamariam, mas para minha infelicidade elas se aliaram aos vizinhos e o clima de paz para mim reinou durante o cruzeiro. Elas também foram as criadoras do meme: “mandar um Beto Barbosa”. Que na verdade não sei o que significa, e caso elas estejam lendo, eu peço que se defendam aqui, através dos comentários.
         Não sei como sobrevivi, mas Carnaval em navio não poderia ser diferente, mesmo assim não houve maiores incidentes. Lembro que a diretora de cruzeiro falou uma frase que me fez rir no final do cruzeiro: “depois de todo este sacrifício, vamos para mais um cruzeiro”


segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Seja um Cruise Liker / Be a Cruise Liker

Você conhece CruiseLiker.com? Do you know CruiseLiker.com?





          Hoje estou escrevendo em Português e Inglês por que este post tem uma grande importância (mesmo sendo curto). Então eu vim para divulgar o fantástico Cruise Liker! É uma comunidade muito interessante voltada pata quem está envolvido em cruzeiros marítimos, seja tripulantes, cruzeiristas ou fãs.
          Nesta comunidade nós podemos criar um perfil, dividir fotos, vídeos, postar notícias, discutir em fóruns, fazer amigos com interesses semelhantes e mais.
          Quero lembrar que o site Cruise Liker é novo, mas diariamente está recebendo uma boa quantidade de membros. Então faça seu login e convide amigos. Bem vindos a bordo!




          I’m writing in Portuguese and English today because I think this is an important post (even short). So I came to announce the amazing Cruise Liker! It’s a virtual community that it’s so interesting for those who are involved in cruise ship…fan, crew, passengers (guests)…whatever!
          In this community we can create a profile, share videos, photos, news, discuss in forums, do friends with the same interest and more.
          Cruise Liker it’s a new webpage, but every day crew members and fans are joining there. Do you login and invite your friends too. Welcome on board!

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Turquia



          Mesmo tendo visitado Egito que é um país mulçumano, acho que Turquia não deixa a desejar quando se refere ao exótico. Durante o meu contrato passei poucas vezes por lá, mas foi muito gratificante conhecer Izmir e Istambul. A falta de leitura e conhecimento nos faz ficar perdido como já falei muito aqui, exemplo: Izmir ficava próximo a Efeso, ou seja, na terra da mãe de Jesus; Istambul está na divisa de dois continentes, o Europeu e Asiático. Sem falar dos vários costumes e situações que observamos ao visitar este lugar.


IZMIR


          Provavelmente quando você for pesquisar itinerários de navios, vai perceber que Izmir e Efeso se referem ao mesmo porto, geralmente o navio sempre para em Izmir e as excursões são feitas até Efeso que está a mais de uma hora de carro. Só pude descer para conhecer um pouco da cidade, já que ir até a casa onde Maria nasceu (mãe de Jesus) não havia tempo. Pelo o que eu vi nos vídeos é um lugar muito bonito, a casa é “modesta” e grande, claro que está em ruínas.


        
          O problema para crew em Izmir era por que sempre havia drill e o barco saía cedo, mas um dia fomos felizes e ficamos até tarde na cidade, o que me fez passear um pouco e pagar um mico com um vendedor. Foi assim: Eu saí meio desorientado do barco sem saber que rumo tomar, mas daí encontrei uma colega do housekeeping que me levou até o centro onde se vende todas aquelas bugingangas.Daí entrei numa loja de sapato que estava muito cheia, e escolhi um, quando fui pagar, perguntei se recebia em Euro, mas ele não falava Inglês daí eu mostrei uma cédula de 10 Euros e começamos a fazer mímicas, mas mesmo  assim, eles ficou se enrolando e fui saindo, desistindo da compra, mas ele me puxou de volta. Nesse intervalo, começou a formar uma fila de gente atrás de mim, e todos jogavam as compras em cima do balcão com ar de irritação, eu fiquei sem saber o que fazer na hora. Mas ainda bem que ele conseguiu fazer uma conversão de moeda e me deu o troco em Lira (moeda turca). Uff, saí de fininho, mas já estava quase sendo expulso pelos outros clientes.

Estátuas vivas no centro de Izmir

          Andei um bocado vendo a movimentação, pensei em ir a uma mesquita que estava no alto, mas quando entrei na cidade perdi a noção de que lado se situava. Mas o legal de lá é que lá tem este centro onde tem vários restaurantes estilizados, lojas e no final da rua dobrando a direita tem uma praça e uma baía. Se o tempo é pouco, não se pode fazer muita coisa.


ISTAMBUL


          Ao falar de Istambul eu a classifico como: “tão diferente e tão igual”. Digo isso por que esta cidade é uma das maiores da Europa, possui uma média de 8 milhões de habitantes, lá é onde existe uma ponte de divide o continente asiático do europeu, a região é conhecida então como Eurásia. Mesmo assim não faz parte da União Européia.

Vista do terminal de cruzeiros



          O que mais percebemos de diferente são mulheres em trajes mulçumanos, em vários níveis. Algumas se vestem de forma “comum” enquanto outras usam meio termo, ou somente os olhos de fora, vai depender dos seus princípios religiosos. A maioria usa maquiagem bem pesada estilo Jade (O Clone) mesmo durante o dia, é muito comum ver.
       Chegando a Istambul, podemos fazer uma comparação a Veneza, pois existem muitas linhas de transportes aquáticos para atravessar uma parte da cidade. Só que ao em vez de igrejas como na Itália, vemos inúmeras mesquitas emergindo em vários pontos de lá. Quase todas com o mesmo estilo: Uma cúpula redonda, duas torres ao lado, similar a um poste, que se tornam mais altos que a cúpula. Algumas das mesquitas possuem mais de uma cúpula e também quatro ou seis torres ao redor. É encantador!
          Lembro que a primeira vez que fui a Istambul, fui caminhando e perguntei a uma mulher (acho que era Inglesa pelo sotaque) os pontos turísticos mais perto do porto, ela me indicou o Grand Bazar e a Mesquita de Santa Sofia. Daí, saí caminhando, atravessei uma ponte que estava cheia, mas muito cheia de gente pescando, turistas passando, visitando uma feira ao lado também. Uma verdadeira muvuca de turistas e nativos. Logo vi algo parecido como um mercado, lá se vende de tudo! E eles ficam em cima para que compre qualquer coisa. Saí e de lá e fui buscar uma mesquita. Fiquei observando de longe o movimento e com medo de entrar. Percebi que tinha gente na mesma situação, então conversei com um casal de turistas e eles estavam na mesma dúvida. Mas percebemos que só precisaríamos tirar o sapato e entrar descalço, assim o fiz e entrei cuidadosamente. Se por fora já é bonito, imagine por dentro! É simplesmente um esplendor com cores douradas, tudo bem limpinho, silencioso, e no fundo alguns religiosos fazendo orações daquela forma que vemos na TV, se curvando e colocando a cabeça no chão.







Entrando numa mesquita: é bem comum ver o povo lavando os pés e o rosto na entrada

Interior


Atravessando uma das pontes e vendo mesquitas emergindo ao fundo


Veja a quantidade de gente pescando (em pleno Domingo)



          Chegamos a ir outras vezes a Istambul, e numa dessas vezes eu descobri que não havia ido na mais famosa Mesquita de Santa Sofia, aliás, em Istambul existem mais de 22 mesquitas de com o mesmo nome. E o Grand Bazar era um pouco mais distante e realmente muito grande. Cheguei a ir com um amigo de Recife, mas era no domingo e estava fechado. Na volta desenrolamos um ticket no trenzinho que foi uma boa aventura, já que a gente caminhou rápido durante uma hora para chegar ao centro, ou seja, mais ou menos uns 3 ou 4 km. Na volta foi legal, colocamos uma moeda lá na maquina, apertamos ok, e saiu o ticket..hehehehe! até que não estávamos mal.

Um dos vários Grand Bazar (espécie de mercado)



Veja os detalhes deste barco (funcionava como um restaurante)
 
E a muvuca continua: turistas, nativos e afins

Este é o trem que passa em frente ao porto e o pegamos para atravessar a ponte

         
Lá é muito comum ver amigos andando de braços dados como na foto
          
          Tem muitas coisas que eu poderia falar desta linda cidade, por que é realmente encantadora, mas sem dúvida a experiência mais marcante foi a oração diária que eles fazem. Descobri que é feitas mais de uma vez ao dia, mas presenciei somente às 17:00 horas. Quando chega este horário, as dezenas de mesquitas espalhadas na cidade tocam um som de uma oração muito alto (tipo o Ave Maria às 18:00 aqui no Brasil). Fica meio descompassado até por que cada mesquita tem o seu relógio, podendo ter alguns segundos de diferença. Mas lhes digo que não tem como você não se arrepiar, o som é tão alto, que mesmo o barulho do vento, carros e máquinas são incapazes de atrapalhar. Quando visitar um país mulçumano se certifique dos horários dessas orações e fique esperando, pois pode ser uma das experiências mais marcantes da sua vida.



CREW ADVISE

Para quem adora supermercado, logo ao sair do porto de Izmir, você irá ver um mercado razoável, não muito grande, mas se encontra de tudo;

Cuidado como os vendedores lhe vendem, ou seja, eles te oferecem um produto a 50 dólares ou Euro, daí baixa para 25, e se você chorar vai consegue levar por 10. Pode fazer o teste, é assim que funciona lá;

Também cuidado ao pedir informações, apesar de ser seguro, não se pode confiar em todo mundo, eles ficam insistindo em ajudar e depois querem dinheiro. Se você não se cuidar, eles saem atrás de você;

Na Turquia a moeda é Lira, mas facilmente você pode pagar em Dólar e Euro a taxistas e ambulantes.


Uma das universidade de Istambul

Turista fotografando e sendo fotografada





terça-feira, 18 de outubro de 2011

Egito (Alexandria)

Paparazzi amador se arriscando

         Tivemos sorte, por que só após a nossa ida ao Egito, o país entrou em revolução. Pensar em visitar o Egito, parecia ser algo distante, assim como ter contato com os nativos, e poder conhecer de perto um lugar que mais parece um mito. Infelizmente não pude visitar as pirâmides, mas saí com uma turma boa e fizemos um bom passeio em Alexandria.
         Diretamente dos livros do Ensino Fundamental/Médio para a realidade, falar deste lugar nos faz pensar que só existiu na história como foi passado pelos nossos professores, daí pode-se imaginar o quão emocionante é chegar num destino turístico deste padrão. Quando chegamos ainda era cedo, e tanto nós como os passageiros tinham as mesmas expectativas de está lá. No crew mess não se poderia ver nada, já que era o lado do mar, mas quando entrei na primeira cabine para arrumar, vi a primeira imagem do Egito, que foi um saldado de guarda vestido de branco perto da gangway, de início pareceu bizarro, por que roupas de policiais geralmente são cores mais neutras, puxada para marrom ou azul.

Taxistas à esquerda e policiais à direita

          Para ser sincero, não lembro se eu cheguei a combinar previamente com alguém para sair, mas sei que quando deixei o navio, estava com uma amiga, e eu acabei esperando uns outros colegas e no final, saímos em 5 pessoas. Negociamos um taxi (vide foto) no valor de 30 dólares para ir (e voltar) na Bibliotheca Alexandrina, que é considerada a maior do mundo. Criamos coragem e entramos no carrinho azul deste taxista egípcio. O cara corria muito, só se ouvia buzinas por tudo quanto era lado, e por pouco não bateu e nem atropelou ninguém, e não era só ele, os outros também corriam como se estivessem fazendo um pega, acho que a diferença do trânsito do Egito e Índia, é que lá existem vacas passeando na rua e no Egito não, mas a loucura deve ser a mesma. Brincadeira as parte, eu sei que tem outras cidades que são bem mais loucas.

Os carrinhos da nossa aventura no Egito

Aspectos do centro de Alexandria
   

          Durante o trajeto a gente ria, contava piadas, fazia comentários engraçados, tudo estava sendo muito divertido. Pode ouvir o diálogo que está nos dois vídeos logo abaixo. Mesmo sendo tripulante, cansado, depois de muitos meses sem sequer um dia de folga, a gente consegue se divertir como ninguém. Este dia foi memorável! A gente ri muito quando assiste a estes vídeos.




          Chegando à biblioteca, o taxista foi generoso e ficou na fila para trocar o nosso dinheiro, e ele também comprou os nossos ingressos para entrar. Pelo o que eu percebi, é proibida a entrada em massa para visitar o acervo, existe até uma saleta no alto para ter uma vista integral da biblioteca, já que é um lugar de estudos, não se permite muito movimento. Mas nós entramos devagarzinho, tirando fotos e bem quietos, andamos tudo lá dentro. Depois que saímos, ainda ficamos observando o movimento, por que tudo é muito diferente! É interessante ver toda aquela loucura, principalmente o nível de conservadorismo religioso. Muitas mulheres andavam somente com os olhos de fora, enquanto outras usavam roupas mais liberais, ou até mesmo nenhum traje mulçumano. 

A futura geração do Egito (estudantes)


Provavelmente eram universitários



          Antes de ir ao Egito, eu já sabia que Alexandria era muito distante de Cairo, o que impossibilitava a nossa visita, demandando uma média de 2 a 3 horas. A tão sonhada vontade e curiosidade de conhecer Quéops, Quefrém e Miquerinos ficou para trás. Mesmo assim, muitos colegas conseguiram ir de excursão. O Chief foi sensível e determinou que se o tripulante já estivesse perto de desembarcar, e conseguisse alguém para fazer a seção dele, o mesmo estaria liberado para conhecer as pirâmides. Semelhantemente foi feito com os outros departamentos. Ainda assim, voltamos maravilhados em ver um exemplar da paisagem do país das grandes civilizações. Quando chegamos ao porto de volta...adivinhem? O taxista cobrou dobrado. hahahaha! Pensavam que ele iria deixar barato? E olha que ele foi bem tranqüilo, um dos amigos disse que pegou um taxi e ele entrou em uns lugares esquisitos, deixando um nervosismo total, fazendo com que ele abandonasse até o taxi e pedindo a ajuda na rua. Ainda assim eu acho que meu amigo é medroso, não precisa disso tudo. Por que em quase todo lugar que a gente passava tinha a aparência de ser muito pobre, mas é uma característica de lá, tudo parece realmente uma favela, mas não inspira medo.


Só podíamos sair do barco depois que um fiscal do Egito checasse esse documento

Uma turista corajosa se esbaldando num passeio de charrete



Sela de camelo

Um templo



CREW ADVISE/CARES

  • Conforme aconteceu, tomem cuidado com as pessoas lá, mesmo com uma conversa prévia, o taxista desmentiu o acordo e cobrou mais 30 dólares;
  • Não é aconselhável pagar taxi de Alexandria a Cairo, já que muitos dos carros são velhos e podem quebrar, implicando a perca do barco (é melhor de excursão), ou até mesmo ser barrado por uma fiscalização mais séria, o seu crew pass pode não ser suficiente para eles;
  • Sempre saia em grupo, acontecem muitos seqüestros, e tripulantes podem ser um alvo. Imagine o quanto eles não poderiam extorquir de uma companhia de cruzeiro?
  • Vizinho ao porto, você poderá comprar facilmente suvenirs, que por sinal são lindos, mas cuidado, eles queriam me vender até uma sela de camelo!


terça-feira, 4 de outubro de 2011

STCW: Pode ser mais barato

Olá amigos!

Recebi um E-mail do Grupo Berit, e eles me pediram para fazer a divulgação do STCW (CBSN). Estou publicando o núcleo do texto me enviado, logo abaixo. Acho interessante postar isto, principalmente por dois motivos: por está mais barato e também por ter um valor atrativo na hospedagem para quem mora fora. Sempre achei o valor do STCW muito caro, mas agora está melhor:



Ola Cícero!!







Gostaria que você nos ajudasse a divulgar nosso Curso STCW em seu Blog “Visão de Crew", pois pouca gente esta sabendo que no Grupo Berit (Rio de Janeiro) o Curso STCW(CBSN) tem o menor preço e condição de pagamento, inclusive valores com hospedagem e café da manhã inclusos:






Candidatos Grande Rio - VALOR R$ R$ 510,00 - a vista ou em até 10 x no cartão

Candidatos Fora do Grande Rio (Valores com hospedagem e café da manhã inclusos).

R$ 680,00 a vista ou parcelado em até 10 no cartão.

**5% de desconto nos valores abaixo para os candidatos aprovados por qualquer agência ou companhia de navegação.

www.grupoberit.com / Telefones: (21) 3005-7020 e 8030-4099. Rua Buenos Aires, n° 159, Centro-RJ.


 


Cordialmente,


Alexandre Castro


GRUPO BERIT
Rua Buenos Aires, n° 159, 2° andar
Centro - Rio de Janeiro-RJ - Brasil
CEP: 20070-021
55(21) 3005-7020
SKYPE: grupo.berit
www.grupoberit.com
contato@grupoberit.com



Aproveito a oportunidade para informar que tenho ainda muitas fotos e novidades para postar aqui. Vou falar sobre a visita ao Egito, Espanha, Itália, e por aí vai. Aguardem!

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Nuestros Hermanos Argentinos

Um Tango no porto

          “Buen” dia! Estoy “descompuesto”! Estoy “fatal”! Yo=“xô”. São uns dos dizeres que escutamos normalmente no barco quando está cheio de argentinos. A temporada brasileira, que faz concomitância com a Sulamericana. Começa em Novembro e termina em Março ou Abril. Alguns dos barcos têm homeport em Buenos Aires, ou fazem rota por lá, mesmo tendo embarque no Brasil. Esta navegação de Brasil versus Argentina é muito chata, principalmente devido o mar agitado. Mas Buenos Aires é um porto legal, pena que sempre tínhamos embarque, mas ainda deu para conhecer um pouquinho da terra do Tango.

Nativos tomando ônibus

          Segundo dados levantados por um órgão do Turismo (não lembro qual), a maioria dos argentinos que visitam o Brasil, vem por meio dos navios de cruzeiros, e não é a toa, pois toda semana trazíamos mais de mil “hermanos (as)” no Grand Celebration. Eu já havia trabalhado com argentinos enquanto estava em hotéis, não foi novidade me acostumar de novo a ouvir o sotaque italiano quando eles falam Espanhol, nunca tive problemas com eles.
          Antes de vir para o Brasil, os colegas falavam que o balanço do navio era insuportável na navegação de Argentina – Brasil. Pude perceber que nem sempre isso acontecia, mas teve uma vez que realmente foi fora do comum, o capitão inventou de fazer o drill de passageiros na primeira manhã de navegação e o mar estava agitado. Quando todos os camareiros evacuaram as cabines, só se via passageiros vomitando nos corredores e se segurando nas paredes, foi um caos para limpar tudo depois e também nas Musters Stations. Nesse cruzeiro nada dava certo, além do balanço, chegamos muito atrasado no Rio de janeiro, mas no final, a entrada no Rio de Janeiro recompensou.
          Como falei anteriormente, toda semana estávamos em Buenos Aires, mas no nosso caso (cabinista), era complicado sair, devido ser o dia da semana em que a gente mais trabalhava. Quando o navio ficava perto terminal era mais fácil, mas quando ficava longe, o ônibus demorava mais de 5 minutos para chegar ao terminal, porém sempre estavam circulando, não se compara com o de Santos, pois é bem melhor. Mesmo com somente uma hora de break, a gente dava um jeito e saía sempre. Parecíamos uns loucos correndo na rua, cheios de sacolas com comidas(baganas) compradas lá no famoso supermercado COTO que fica pertinho do porto. Chegamos a ir até na Calle Florida em uma hora! Esse dia foi o nosso recorde!




          Por falar em Calle Florida, é possível ir caminhando até lá, mas demanda em média 30 minutos ou mais. Se for de táxi, é uma média de 18 pesos, ou seja, menos de 8 oito reais, mas é preciso tomar cuidado com os taxistas, pois “escrotos” é uma palavra que pode ser dada a alguns que eu peguei em vários lugares (Grécia, Turquia, Buenos Aires, Itália e por aí vai). Troque dinheiro nas casas de câmbios e nunca na rua, pois lá falsificam muito os Pesos e também os Dólares. A rua em questão é muito bonita e movimentada, muitos prédios antigos e preservados, dão lugar a lojas e restaurantes. Como muitos falam, a capital argentina é bem parecida com a Europa, e sem dúvida a gente pode se sentir lá quando passeia pela Calle Florida.
          O tempo passou, a temporada acabou e o máximo que conheci, foi o COTO e a Florida. Eu estava muito desanimado com isso, mas eis que o nosso último dia na Argentina surgiu uma luz no final do túnel, o chief disse que quando terminássemos o desembarque, e retirássemos todo o linen, lixo e preparasse o setup ordenado (seria virar uma cama em cima da outros e outros detalhes), nós estaríamos liberados durante a tarde! Portanto, estivemos livres de tarde e só trabalhamos pela manhã e noite. Foi aí que eu saí procurando parceria para em fim conhecer A Casa Rosada, O Obelisco e outros pontos famosos (sabia que não era longe). Mas eu não tenho sorte com isso, saí com umas amigas que só queriam fazer compras e comer no MC Donalds...Mesmo assim fui com elas, mas depois que comi lá na Calle Florida eu falei que iria sair andando sem destino, já que ninguém queria saber dos pontos turísticos. Saí caminhando, tirando fotos de algumas praças e prédios, achando tudo muito bonito, quando estava pensando em voltar, resolvi andar mais uma quadra. Para minha felicidade vi a alguns metros a Casa Rosada! Nossa! Quase não acreditei, a minha caminhada valeu a pena. Fui chegando e resolvi entrar é claro! Logo consegui ir com um grupo e fomos guiados por vários caras vestidos de soldadinhos de época. A parte externa é muito bonita, mas a interna também é exuberante. Depois da visitação, respirei fundo e o que seria uma frustração, se transformou em alegria. Saí caminhando e mais uma surpresa! Vi de longe o Obelisco, fui até lá, passei um tempinho na praça, tirei fotos e já era hora de voltar. Peguei um táxi (já que eu estava perdido, nem sabia que lado estava o barco) e ainda saí apreciando a paisagem urbana “dessa linda Buenos Aires” (como falava o capitão).

La Casa Rosada



O Obelisco

CREW ADVISE

  1. No porto tem uma casa de câmbio;
  2. Se quiser uma boa opção de carne, pode pedir ao taxista para chegar no Restaurante La Vaca. Se os tripulantes não deram um prejuízo grande, ainda deve está funcionando, pois o valor é bem em conta;
  3. Na argentina também se encontra muitos eletrônicos baratos assim como artigos de uso pessoal;
  4. O porto dispõe de internet sem fio de graça, basta pedir a senha no balcão de informações.